sábado, 15 de agosto de 2015

Fratello Sole, Sorella Luna (Irmão Sol, Irmã Lua)

Fratello Sole, Sorella Luna

Dolce sentire come nel mio cuore
Ora umilmente sta nascendo amore
Dolce capire che non son più solo
Ma che son parte di una immensa vita
Che generosa risplende intorno a me
Dono di lui, del suo immenso amore!

Ci ha dato il cielo e le chiare stelle
Fratello sole e sorella luna
La madre terra con frutti prati e fiori
Il fuoco, il vento, l'aria e l'acqua pura
Fonte di vita per le sue creature
Dono di lui, del suo immenso amore
Dono di lui, del suo immenso amore.



Irmão Sol, Irmã Lua

Doce é sentir como em meu coração
Agora humildemente está nascendo amor
Doce é entender que não sou mais só
Mas que eu sou parte de uma imensa vida
Que generosa resplende em torno de mim
Presente dele, do seu imenso amor!

Deu-nos o céu e as estrelas claras
Irmão sol e irmã lua
A mãe terra com frutos, campos e flores
O fogo, o vento, o ar e água pura
Fonte de vida para suas criaturas
Presente dele, do seu imenso amor
Presente dele, do seu imenso amor.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Igreja Católica: Mãe das Universidades - Prof. Felipe Aquino

Brasão da Universidade de Bolonha, a primeira do mundo, fundada pela Igreja Católica
    
 Os estudantes universitários normalmente têm um conhecimento pouco profundo sobre a Idade Média; e porque muitos são mal informados, acham que foi um período de ignorância, superstição e repressão intelectual por parte da Igreja Católica. No entanto, foi exatamente na Idade Média que surgiu a maior contribuição intelectual para o mundo: o sistema universitário. A universidade foi um fenômeno totalmente novo na história da Europa. Nada como ele existiu no mundo grego ou romano afirmam os historiadores.
     O ensino superior na Idade Média era ministrado por iniciativa da Igreja. A Universidade medieval não tem precedentes históricos; no mundo grego houve escolas públicas, mas todas isoladas. No período greco-romano cada filósofo e cada mestre de ciências tinham “sua escola”, o que implicava justamente no contrário de uma Universidade. Esta surgiu na Idade Média, pelas mãos da Igreja Católica, e reunia mestres e discípulos de várias nações, os quais constituíam poderosos centros de saber e  de erudição.
     Por volta de 1100, no meio de uma grande fermentação intelectual, começam as surgir as Universidades; o orgulho da Idade Média cristã, irmãs das Catedrais. A sua aparição é um marco na história da civilização Ocidental que nenhum historiador tem coragem de negar. Elas nasceram às sombras das Catedrais e dos mosteiros. Logo receberam o apoio das autoridades da Igreja e dos Papas. Assim, diz Daniel Rops, “a Igreja passou a ser a matriz de onde saiu a Universidade” (A Igreja das Catedrais e das Cruzadas, p. 345).
    Tudo isso nesta bela época que alguns teimam em chamar maldosamente de “obscura” Idade Média. A razão e a fé sempre caminharam juntas na Igreja.
     A raiz das Universidades está no século IX com as escolas monásticas da Europa, especialmente para a formação dos monges, mas que recebiam também estudantes externos. Depois, no século XI surgiram as escolas episcopais; fundadas pelos bispos, os Centros de Educação nas cidades, perto das Catedrais. No século XII, surgiram centros docentes debaixo da proteção dos Papas e Reis católicos, para onde acorriam estudantes de toda Europa.
     A primeira Universidade do mundo Ocidental foi a de Bolonha (1158), na Itália, que teve a sua origem na fusão da escola episcopal com a escola monacal camaldulense de São Félix. Em 1200 Bolonha tinha dez mil estudantes (italianos, lombardos, francos, normandos, provençais, espanhóis, catalães, ingleses germanos, etc.). A segunda, e que teve maior fama foi a Universidade de Paris, a Sorbone, que surgiu da escola episcopal da Catedral de Notre Dame. Foi fundada pelo confessor de S. Luís IX, rei de França, Sorbon. Ali foram estudar muitos grandes santos como Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier e São Tomás de Aquino. A universidade de Paris (Sorbonne) era chamada de “Nova Atenas” ou o “Concílio perpétuo das Gálias”, por ser especialmente voltada à teologia.
     O documento mais antigo que contém a palavra “Universitas” utilizada para um centro de estudo é uma carta do Papa Inocêncio III ao “Estúdio Geral de Paris”. A universidade de Oxford, na Inglaterra, surgiu de uma escola monacal organizada como universidade por estudantes da Sorbonne de Paris. Foi apoiada pelo Papa Inocêncio IV (1243-1254) em 1254.
     Salamanca é a Universidade mais antiga da Espanha das que ainda existem, fundada pela Igreja; seu lema é “Quod natura non dat, Salmantica non praestat” (O que a natureza não nos dá, Salamanca não acrescenta”). Entre as universidades mais antigas está a de Santiago de Compostela. A cidade foi um foco de cultura desde 1100 graças ao prestígio de sua escola capitular que era um centro de formação de clérigos vinculados à Catedral. A Universidade de Valladolid é anterior à de Compostela já que em 1346 obteve do  papa Clemente VI a concessão  de todas as faculdades, exceto a de Teologia.
     Em 1499, o Cardeal Cisneros fundou a famosa universidade “Complutense” mediante a Bula Pontifícia concedida pelo Papa Alexandre VI. Nos anos de 1509-1510 já funcionavam cinco Faculdades: Artes e Filosofia, Teologia, Direito Canônico, Letras e Medicina.
     Até 1440 foram erigidas na Europa 55 Universidades e 12 Institutos de ensino superior, onde se ministravam cursos de Direito, Medicina, Línguas, Artes, Ciências, Filosofia e Teologia. Todos fundados pela Igreja. O Papa Clemente V (1305-1314) no Concilio universal de Viena em 1311, mandou que se instaurassem nas escolas superiores cursos de línguas orientais (hebreu, caldeu, árabe, armênio, etc.), o que em breve foi feito também  em Paris, Bolonha, Oxford, Salamanca e Roma.
     A atual Universidade de Roma, La Sapienza – onde tristemente estudantes e professores impediram o Papa Bento XVI de proferir a aula inaugural em 2008 –  foi fundada há sete séculos, em 1303, pelo Papa Bonifácio VIII (1294-1303), com o nome de “Studium Urbis”.
     Das 75 Universidades criadas de 1500, 47 receberam a Bula papal de fundação, enquanto muitas outras, que surgiram espontaneamente ou por decisão do poder secular, receberam em seguida a confirmação pontifícia, com a concessão da Faculdade de Teologia ou de Direito Canônico. (Sodano, 2004).
     As universidades atraíam multidões de estudantes, da Alemanha, Itália, Síria, Armênia e Egito. Vinham para a de Paris chegavam a 4000, cerca de 10% da população.
     Só na França havia uma dezena de universidades: Montepellier (1125), Orleans (1200), Toulouse (1217), Anger (1220), Gray, Pont-à-Mousson, Lyon, Parmiers, Norbonne e Cabors. Na Itália: Salerno (1220), Bolonha (1111), Pádua, Nápoles e Palerno. Na Inglaterra: Oxford (1214), nascida das Abadias de Santa Frideswide e de Oxevey, Cambridge. Além de Praga na Boêmia, Cracóvia (1362), Viena (1366), Heidelberg (1386). Na Espanha: Salamanca e Portugal, Coimbra. Todas fundadas pela Igreja. Como dizer que a Idade Média cristã foi uma longa “noite escura” no tempo? As universidades medievais foram centros de intensa vida intelectual, onde os grandes homens se enfrentavam em discussões apaixonadas nos grandes problemas. E a fé era o fermento que fazia a cultura crescer.
     Graças ao latim todos se entendiam, era a língua universal e acadêmica; esta permitia aos sábios comunicar-se de um ponto a outro da Europa Ocidental. Havia uma unidade interna e de obediência aos mesmos princípios; era o reflexo de uma civilização vigorosa, segura de sua força e de si mesma.
     A partir de 1250, o grego foi ensinado nas escolas dominicanas e, a partir de 1312 nas universidades de Sorbonne, Oxford, Bolonha e Salamanca. Abria-se assim um novo campo ao pensamento que desencadeou uma onda de paixão filosófica no nascimento da Escolástica-teologia e filosofia unidas para provar uma proposição de fé.
    Santo Agostinho, Cassidoro, Santo Isidoro de Sevilha, Rábano Mauro e Alamino, os grandes mestres da Antiguidade, se apoiavam sobretudo nas Sagradas Escrituras. Agora o intelectual cristão da Idade Média quer demonstrar que os dogmas estão de acordo com a razão e que são verdadeiros. É a “teologia especulativa”, onde a filosofia é amiga da teologia. Os problemas do mundo são estudados agora sob esta dupla ótica.
     A Universidade medieval era um mundo turbulento e cosmopolita; os estudantes de Paris estavam repartidos em quatro nações: os Picardos, os Ingleses, os Alemães e os Franceses.  Os professores também vinham de diversas partes do mundo: havia Sigério de Brabante (Bélgica), João de Salisbury (Inglaterra), S. Alberto Magno (Renânia), S. Tomás de Aquino e São Boaventua da Itália.
     Os problemas que apaixonavam os filósofos, eram os mesmos em Paris, em Oxford, em Edimburgo, em Colônia ou em Pavia. O mundo estudantil era também um mundo itinerante: os jovens saiam de casa para alcançar a Universidade de sua escolha; voltavam para sua terra nas festas.  O sistema universitário que temos hoje com cursos de graduação, pós-graduação, faculdades, exames e graus veio diretamente do mundo medieval.
     Os papas sabiam bem da importância das universidades nascentes para a Igreja e para o mundo, e por isso intervinham em sua defesa muitas vezes. O Papa Honório III (1216-1227) defendeu os estudantes de Bolonha em 1220 contra as restrições de suas liberdades. O Papa Inocêncio III (1198-1216) interveio quando o chanceler de Paris insistiu em um juramento à sua personalidade. O Papa Gregório IX (1227-1241) publicou a Bula “Parens Scientiarum” em nome dos mestres de Paris, onde garantiu à Universidade de Paris (Sorbonne) o direito de se auto-governar, podendo fazer suas leis em relação aos cursos e estudos, e dando à Universidade uma jurisdição papal, emancipando-a da interferência da diocese.
     O papado foi considerado a maior força para a autonomia da Universidade, segundo A. Colban (1975). Era comum as universidades trazerem suas queixas ao Papa em Roma. Muitas vezes o Papa interveio para que as universidades pagassem os salários dos professores; Bonifácio VIII (1294-1303), Clemente V (1305-1314), Clemente VI (1342-1352), e Gregório XI (1370-1378) fizeram isso.
“Na universidade e em outras partes, nenhuma outra instituição fez mais para promover o saber do que a Igreja Católica”, garante Thomas  Woods (p. 51).
     O processo para se adquirir a licença para ensinar era difícil. Para se ter ideia da solenidade e importância do ato, basta dizer que a pessoa para ser licenciada se ajoelhava diante do Vice-chanceler, que dizia:
“Pela autoridade dos Apóstolos Pedro-Paulo, dou-lhe a licença de ensinar, fazer palestras, escrever, participar de discussões… e exercer outros atos do magistério, ambos na Faculdade de Artes em Paris e outros lugares, em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém” [Daly, 1961; p. 135].
     Uma riqueza da universidade medieval é que era atenta às finalidades sociais. Não se aceitava a ideia de uma cultura desinteressada, ou um saber exclusivamente para seu próprio benefício pessoal. “Deve-se aprender apenas para a própria edificação ou para ser útil aos outros; o saber pelo saber é apenas uma vergonhosa curiosidade”, já havia dito São Bernardo (1090-1153).
     Para Inocêncio IV (1243-1254) a Universidade era o “Rio da ciência que rege e fecunda o solo da Igreja universal”, e Alexandre IV (1254-1261) a chamava de: “Luzeiro que resplandece na Casa de Deus” (Daniel Rops, p.348).
     Portanto, são maldosos ou ignorantes da História aqueles que insistem em se referir à Idade Média e à Igreja como promotoras da inimizade à Ciência e perseguidora dos cientistas.

Prof. Felipe Aquino

Este artigo está disponível no site da Editora Cléofas: http://cleofas.com.br/igreja-catolica-mae-das-universidades/


Pai Nosso em Grego - Pater hemon


Santa Teresinha do Menino Jesus nos fala..

do dia de sua Primeira Comunhão.

"Raiou enfim o "mais belo de todos os dias". Quão inefáveis não são as recordações que na alma me deixaram as mínimas circunstâncias desta data do Céu!...A alegre alvorada, os respeitosos e afetuosos beijos das mestras e das colegas maiores...O salão nobre, repleto de tufos cor de neve, com os quais  cada criança se via adornada por sua vez...Acima de tudo, a entrada na Capela e a entoação matinal do lindo cântico: "Ó Santo Altar, que dos anjos sois rodeado". [...]
Foi um ósculo de amor. Sentia-me amada, e de minha parte dizia: "Amo-vos, entrego-me a Vós para sempre". Não houve pedidos, nem juramentos, nem sacrifícios. Desde muito Jesus e a pobre Teresinha se tinham olhado e compreendido. Naquele dia porém já não era um olhar, era uma fusão. Já não eram dois, Teresa desvanecera, como a gota de água que se dilui no bojo do oceano. Ficava só Jesus, era Ele o Senhor, o Rei. Teresa pedira-lhe que lhe tirasse sua liberdade, pois sua liberdade lhe dava medo. Sentia-se tão fraca, tão frágil, que desejava permanecer para sempre unida à Força Divina!...Sua alegria era grande demais, profunda demais, para que a pudesse represar. Não tardou em debulhar-se em deliciosas lágrimas, com grande espanto das colegas, que mais tarde diziam entre si: "Não será por  não ter junto a si a própria mãe ou a irmã, que é carmelita, a quem tanto ama?" -- Não compreendiam que, ao descer a um coração toda a alegria do Céu, não a pode suportar um coração banido, sem derramar lágrimas... [...] Nesta data meu coração se encheu só de alegria. Uni-me a ela, que irrevogavelmente se dava Àquele que tão amorosamente se dava a mim!..."

Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face. História de uma alma. Manuscritos autobiográficos. São Paulo: Ed. Paulinas, 1979, 12ª edição, p. 90.





segunda-feira, 27 de julho de 2015

Evangelho de São João, Capítulo 1, Versículo 1, em grego e português.


EΝ AΡΧH HΝ O ΛOΓΟΣ ΚΑI O ΛOΓΟΣ HΝ PROΣ ΤOΝ ΘΕOΝ ΚΑI ΘΕOΣ HΝ O ΛOΓΟΣ.

Em letras minúsculas: Ἐν ἀρχῇ ἦν ὁ Λόγος καὶ ὁ Λόγος ἦν πρὸς τὸν Θεόν, καὶ Θεὸς ἦν ὁ Λόγος.

(Transliteração: Én arkhê ên ho Logos, kai ho Logos ên pros ton Theón, kai Theós ên ho Logos)

No princípio era a Palavra, e a Palavra estava junto de Deus, e a Palavra era Deus.

Manuscrito do primeiro capítulo do Evangelho de São João, em grego (koiné), língua em que foi escrito. Na época, todas as palavras eram escritas em letras maiúsculas sem espaço entre elas. 


EΝAΡΧHHΝOΛOΓΟΣΚΑIOΛOΓΟΣHΝΡOΣΤOΝΘΕOΝΚΑIΘΕOΣHΝOΛOΓΟΣ.

Oração. Multiplicação dos pães.

Senhor Jesus, somente vós podeis saciar nossa fome de felicidade. Fome que, como ensinais, só pode ser saciada pela nossa participação na vida da Trindade. 
Venho a vós, sedento e faminto, cansado de procurar a felicidade nas criaturas. Creio que  sois para mim o pão da vida nova, que me transformais e me assimilais a vós, fazendo-me participante de vossa divindade.
Participando de vosso corpo e de vosso sangue, de vossa vida e de vossa morte, alegro-me na esperança certa da vida eterna, na plena e total felicidade, quando já não haverá nem fome nem sede. 
No descampado da vida, onde nada encontro que me sacie, sois para mim o pão descido do céu. Quero alimentar-me de vós, Senhor, e assim terei forças para continuar na minha caminhada. Amém.

Fonte: Revista de Aparecida, julho de 2015, p. 57.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

São Boaventura. "Cristo é o caminho e a porta".


São Boaventura, O.F.M, bispo e doutor da Igreja (séc. XII). Obteve do título de mestre em teologia (hoje equivalente ao de doutor) em 1253, no mesmo dia em que Santo Tomás de Aquino. Foi titular da cadeira franciscana de teologia da Universidade de Paris, cardeal-bispo de Albano e ministro geral da Ordem dos Frades Menores (O.F.M.).  Foi declarado "Doutor Seráfico" pelo papa Sisto IV.

Do Opúsculo Itinerário da mente para Deus (Cap.7,1.2.4.6: Opera omnia,5,312-313)

A sabedoria mística revelada pelo Espírito Santo
Cristo é o caminho e a porta. Cristo é a escada e o veículo, o propiciatório colocado sobre a arca de Deus (cf. Ex 26,34) e o mistério desde sempre escondido (Ef 3,9). Quem olha para este propiciatório, com o rosto totalmente voltado para ele, contemplando-o suspenso na cruz, com fé, esperança e caridade, com devoção, admiração e alegria, com veneração, louvor e júbilo, realiza com ele a páscoa, isto é, a passagem. E assim, por meio do lenho da cruz, atravessa o mar Vermelho, saindo do Egito e entrando no deserto, onde saboreia o maná escondido. Descansa também no túmulo com Cristo, parecendo exteriormente morto, mas experimentando, tanto quanto é possível à sua condição de peregrino, aquilo que foi dito pelo próprio Cristo ao ladrão que o reconhecera: Ainda hoje estarás comigo no Paraíso (Lc 23,43).
Nesta passagem, se for perfeita, é preciso deixar todas as operações intelectuais, e que o ápice de todo o afeto seja transferido e transformado em Deus. Estamos diante de uma realidade mística e profundíssima: ninguém a conhece, a não ser quem a recebe; ninguém a recebe, se não a deseja; nem a deseja, se não for inflamado, até à medula, pelo fogo do Espírito Santo, que Cristo enviou ao mundo. Por isso, o Apóstolo diz que essa sabedoria mística é revelada pelo Espírito Santo (cf. 1Cor 2,13).
Se, portanto, queres saber como isso acontece, interroga a graça, e não a ciência; o desejo, e não a inteligência; o gemido da oração, e não o estudo dos livros; o esposo, e não o professor; Deus, e não o homem; a escuridão, e não a claridade. Não interrogues a luz, mas o fogo que tudo inflama e transfere para Deus, com unções suavíssimas e afetos ardentíssimos. Esse fogo é Deus; a sua fornalha está em Jerusalém. Cristo acendeu-a no calor da sua ardentíssima paixão. Verdadeiramente, só pode suportá-la quem diz: Minha alma prefere ser sufocada, e os meus ossos a morte (cf. Jó 7,15). Quem ama esta morte pode ver a Deus porque, sem dúvida alguma, é verdade: O homem não pode ver-me e viver (Ex 33,20). Morramos, pois, e entremos na escuridão; imponhamos silêncio às preocupações, paixões e fantasias. Com Cristo crucificado, passemos deste mundo para o Pai (cf. Jo 13,1), a fim de podermos dizer com o apóstolo Filipe, quando o Pai se manifestar a nós: Isso nos basta (Jo 14,8); ouvirmos com SãoPaulo: Basta-te a minha graça (2Cor 12,9); e exultar com Davi, exclamando:Mesmo que o corpo e o coração vão se gastando, Deus é minha parte e minha herança para sempre! (Sl 72,26). Bendito seja Deus para sempre! E que todo o povo diga: Amém! Amém! (cf. Sl 105,48).

domingo, 14 de junho de 2015

Alma de Cristo


Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, purificai-me.
Paixão do Senhor, confortai-me,
Ó Bom Jesus, escutai-me.
Nas vossas chagas, escondei-me.
Não me separe de Vós.
Do inimigo, defendei-me.
Na hora da minha morte, chamai-me,
E mandai-me ir para Vós.
Com Vossos Santos Vos louve no céu
Eternamente. Amém.

(Oração de Santo Inácio de Loyola)

Pai, pequei contra o céu e contra ti...






















OBRIGADO, SENHOR DE TODAS AS MISERICÓRDIAS, PELO PERDÃO RECEBIDO NESTE DIA. Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!
Festa de Santo Antônio de Pádua.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

REGINA CAELI

Regina Caeli

Regina caeli, laetare, alleluia,
quia quem meruísti portáre, alleluia,
resurréxit sicut dixit, alleluia;
ora pro nobis Deum, alleluia.




RAINHA DO CÉU

Rainha do céu, alegrai-vos, aleluia,
Pois o Senhor que merecestes trazer em vosso seio, aleluia,
Ressuscitou, como disse, aleluia;
Rogai a Deus por nós, aleluia.


Como os anjos compuseram o "Regina Coeli"

O "Regina Cœli" ou "Regina Cæli" (em português “Rainha do Céu”) é um hino dedicado a Nossa Senhora que se reza às 6h00, 12h00 e às 18h00, durante o Tempo Pascal. Ele substitui a oração do Ângelus, feita nos outros dias do ano, nos mesmos horários. Não se conhece autor humano. Ele teria sido composto pelos anjos, segundo atesta imemorial tradição. Era o ano 590, em Roma. Já devastada por um transbordamento do Tibre, que havia alagado a cidade reduzindo-a à fome, irrompeu uma terrível peste. Para aplacar a cólera divina, o Papa São Gregório Magno ordenou uma litania septiforme, isto é, uma procissão geral do clero e da população romana, formada por sete cortejos que confluíram para a Basílica Vaticana. Enquanto a grande multidão caminhava pela cidade, a pestilência chegou a um tal furor, que, no breve espaço de uma hora, oitenta pessoas caíram mortas ao chão. Mas S. Gregório não cessou um instante de exortar o povo para que continuasse a rezar, e que diante do cortejo fosse levado o quadro da Virgem que chora, da igreja de Aracoeli, pintado pelo evangelista São Lucas. Fato maravilhoso: à medida que a imagem avançava, a área se tornava mais sã e limpa à passagem da procissão, e os miasmas da peste se dissolviam. Junto da ponte que une a cidade ao castelo, inesperadamente ouviu-se um coro que cantava, por cima da sagrada imagem: “Regina Coeli, laetare, Alleluia!”, ao qual São Gregório respondeu: “Ora pro nobis Deum, Alleluia!”. Assim nasceu o Regina Coeli. 
Após o canto, os anjos se colocaram em círculo em torno do quadro. São Gregório Magno, erguendo os olhos, viu sobre o alto do castelo um anjo exterminador que, após enxugar a espada, da qual escorria sangue, colocou-a na bainha, como sinal do cessamento do castigo. Como recordação, o castelo ficou conhecido com o nome de Sant’Angelo. Em sua mais alta torre foi posta a célebre imagem de São Miguel.

Quadro da Virgem de Aracoeli, atribuída ao evangelista São Lucas.

Castelo de Sant'Angelo em Roma

Imagem do anjo que embainha a espada, no alto do Castelo de Sant'Angelo em Roma

Fonte: https://virgemimaculada.wordpress.com/2014/07/19/como-surgiu-a-oracao-regina-coeli/