domingo, 10 de julho de 2016

TERÇO DAS 30 SÚPLICAS

Estrutura descritiva:

30 contas de um terço, pode ser um terço velho que se quebrou, corte-o separando 30 contas ou use o seu terço normal contando 30 contas seguidas. Ou então utilize o terço pequeno de 10 contas. O número 3 evoca a Santíssima Trindade, multiplicado por 10 simboliza a força do amor trinitário. Em média, leva-se 3 minutos para rezar esse terço. Reze-o o máximo que você puder durante o dia, sobretudo nos momentos de maior aflição ou tentação.

     Inicie com Sinal da Cruz:

Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

     Faça a seguir a jaculatória da oração ensinada pelo Anjo de Portugal aos três pastorezinhos em Fátima (Lúcia, Francisco e Jacinta):

Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos; peço perdão por aqueles que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam. Amém.

    Repita 30 vezes a oração que Deus lhe inspirar. Olhe para o seu coração e peça que Deus lhe diga o que deve rezar, pode ser uma frase de louvor, um pedido pessoal ou para alguém que necessita de uma graça, pode ser uma frase bíblica que te marcou, pode-se implorar a salvação e o perdão dos pecados. O importante é que você escolha uma frase ou uma oração que esteja de acordo com suas necessidades físicas, psíquicas ou espirituais daquele momento, que seja curta o suficiente para que você não se esqueça. Começe sempre, como faziam os cristãos antigos, pela invocação do nome de Jesus:
Exemplos:
Jesus, que teu nome seja bendito pelos séculos dos séculos.
Jesus, olhai para a saúde de...
Jesus, convertei os pobres pecadores.
Jesus, ajudai-me a não mais pecar.
Jesus, protegei-me do maligno.
Jesus, peço pela conversão de...
Jesus, .....sua súplica....

     Para finalizar faça a invocação à Virgem Maria e a São José:

Ó Virgem, Mãe de Misericórdia, Rainha do Céu e da Terra, Refúgio dos Pecadores, Consolo dos Aflitos, Auxílio dos Cristãos, Porta do Céu, rogai por nós agora e na hora de nossa morte.

São José, Castíssimo Esposo da Virgem Maria, Protetor da Santa Igreja, Terror do demônio, rogai por nós e valei-nos em nossas tribulações.

     Termine com o Glória.

 Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém!



quarta-feira, 22 de junho de 2016

Hino das Vésperas

Devagar, vai o sol se escondendo, 
deixa os montes, o campo e o mar, 
mas renova o presságio da luz, 
que amanhã vai de novo brilhar. 

Os mortais se admiram do modo 
pelo qual, generoso Senhor, 
destes leis ao transcurso do tempo, 
alternância de sombra e fulgor.

Quando reina nos céus o silêncio 
e declina o vigor para a lida, 
sob o peso das trevas a noite 
nosso corpo ao descanso convida. 

De esperança e de fé penetrados, 
saciar-nos possamos, Senhor, 
de alegria na glória do Verbo 
que é do Pai o eterno esplendor. 

Este é o sol que jamais tem ocaso 
e também o nascer desconhece. 
Canta a terra, em seu brilho envolvida, 
nele o céu em fulgor resplandece. 

Dai-nos, Pai, gozar sempre da luz 
que este mundo ilumina e mantém, 
e cantar-vos, e ao Filho, e ao Espírito, 
canto novo nos séculos. Amém.





sábado, 11 de junho de 2016

Quem me segurou foi Deus - Diácono Nelsinho Correa

Quem me segurou foi Deus com seu amor de Pai
Quem me segurou foi Deus
Quem cuidou de mim foi Deus com seu amor de Pai
Quem me amparou foi Deus

Eu quis ser fiel e o pecado como um fel
Amargurou meu coração
Daí eu quis fugir, da vida desistir, Deus não deixou

Quem me segurou foi Deus com seu amor de Pai
Quem me segurou foi Deus
Quem me compreendeu foi Deus
Quando eu chorei demais
Quando se perde alguém parece
que se perde a paz

Ele também chorou quando Lázaro morreu
E se compadeceu, chora comigo a minha dor
Mas ressuscita a alegria e o amor


Vós sois a luz do mundo - São Cromácio de Aquileia

Dos Tratados sobre o Evangelho de São Mateus, de São Cromácio, bispo, século IV
                                                     (Tract. 5,1.3-4: CCL 9,405-407)           

            Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa (Mt 5,14-15). O Senhor chamou seus discípulos de sal da terra, porque eles deviam dar um novo sabor, por meio da sabedoria celeste, aos corações dos homens que o demônio tornara insensatos. E também os chamou de luz do mundo porque, iluminados por ele, verdadeira e eterna luz, tornaram-se também eles luz que brilha nas trevas.
            O Senhor é o sol da justiça; é, por conseguinte, com toda razão que chama seus discípulos luz do mundo; pois é por meio deles que irradia sobre o mundo inteiro a luz do seu próprio conhecimento. Com efeito, eles afugentaram dos corações dos homens as trevas do erro, manifestando a luz da verdade.
            Iluminados por eles, também nós passamos das trevas para a luz, como afirma o Apóstolo: Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz (Ef 5,8). E noutra passagem: Todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas (1Ts 5,5).
            Com razão diz também São João numa epístola sua: Deus é luz (1Jo 1,5); e quem permanece em Deus está na luz, da mesma forma como ele próprio está na luz. Portanto, uma vez que temos a felicidade de estar libertos das trevas do erro, devemos caminhar sempre na luz, como filhos da luz. A esse propósito, diz ainda o Apóstolo: Vós brilhais como astros no universo. Conservai com firmeza a palavra da vida (Fl 1,15-16). Se não procedemos assim, ocultaremos e obscureceremos com o véu da nossa infidelidade, para prejuízo tanto nosso como dos outros, uma luz tão útil e necessária.
            Eis o motivo por que incorreu em merecido castigo aquele servo que, recebendo o talento para dar juros no céu, preferiu escondê-lo a depositá-lo no banco.
            Assim, aquela lâmpada resplandecente, que foi acesa para nossa salvação, deve sempre brilhar em nós. Pois temos a lâmpada dos mandamentos de Deus e da graça espiritual a que se refere Davi: Vosso mandamento é uma luz para os meus passos, é uma lâmpada em meu caminho (cf. Sl 118,105). E Salomão também diz acerca dela: O preceito da lei é uma lâmpada (cf. Pr 6,23).
            Por isso, não devemos ocultar esta lâmpada da lei e da fé, mas colocá-la sempre no candelabro da Igreja para a salvação de todos. Então gozaremos da luz da própria verdade e serão iluminados todos os que creem.


Hino das Completas

Ó Cristo, dia e esplendor,
na treva o oculto aclarais.
Sois luz de luz, nós o cremos,
luz aos fiéis anunciais.


Guardai-nos, Deus, nesta noite,
velai do céu nosso sono;
em vós na paz descansemos
em um tranquilo abandono.

Se os olhos pesam de sono,
vele, fiel, nossa mente.
A vossa destra proteja
quem vos amou fielmente.

Defensor nosso, atendei-nos
freai os planos malvados.
No bem guiai vossos servos,
com vosso sangue comprados.

Ó Cristo, Rei piedoso,
a vós e ao Pai toda a glória,
com o Espírito Santo,
eterna honra e vitória. 



Hino das Vésperas



Ó Deus, autor de tudo,
que a terra e o céu guiais,
de luz vestis o dia,
à noite o sono dais.

O corpo, no repouso,
prepara-se a lutar.
As mentes já se acalmam,
se faz sereno o olhar.

Senhor, vos damos graças
no ocaso deste dia.
A noite vem caindo,
mas vosso amor nos guia.

Sonora, a voz vos louve,
vos cante o coração.
O amor vos renda amor,
e a mente, adoração.

E assim, chegando a noite,
com grande escuridão,
a fé, em meio às trevas,
espalhe o seu clarão.

Ouvi-nos, Pai piedoso,
e Filho, Sumo Bem,
com vosso Santo Espírito
reinando sempre. Amém. 

 

Recebestes de graça, dai de graça!

Constituição Dogmática sobre a Igreja, «Lumen Gentium», 21

Na pessoa dos bispos, assistidos pelos presbíteros, está presente no meio dos fiéis o Senhor Jesus Cristo, pontífice máximo. Sentado à direita de Deus Pai, não deixa de estar presente ao corpo dos seus pontífices, mas antes de mais, por meio do seu exímio ministério, prega a todas as gentes a palavra de Deus, administra continuamente aos crentes os sacramento da fé, incorpora por celeste regeneração e graças à sua ação paternal (cf 1Cor 4,15) novos membros ao seu corpo e, finalmente, com sabedoria e prudência, dirige e orienta o povo do Novo Testamento na peregrinação para a eterna felicidade. [...]
Para desempenhar tão elevadas funções, os apóstolos foram enriquecidos por Cristo com uma efusão especial do Espírito Santo que sobre eles desceu (cf Act 1,8; 2,4; Jo 20,22-23), e eles mesmos transmitiram este dom do Espírito aos seus colaboradores pela imposição das mãos (cf 1Tim 4,14; 2Tim 1,6-7), o qual foi transmitido até aos nossos dias através da consagração episcopal. Ensina, porém, o sagrado Concílio que, pela consagração episcopal, se confere a plenitude do sacramento da ordem, aquela que é chamada sumo sacerdócio e suma do sagrado ministério na tradição litúrgica e nos santos padres. A consagração episcopal, juntamente com o poder de santificar, confere também os poderes de ensinar e governar, os quais, no entanto, por sua própria natureza, só podem ser exercidos em comunhão hierárquica com a cabeça e os membros do colégio episcopal. De facto, consta pela tradição [...] que a graça do Espírito Santo é conferida pela imposição das mãos e pelas palavras da consagração, e o caráter sagrado é impresso de tal modo que os bispos representam de forma eminente e conspícua o próprio Cristo, mestre, pastor e pontífice, e atuam em vez dele. Pertence aos bispos assumir novos eleitos no corpo episcopal por meio do sacramento da ordem.

Batismo de Santo Agostinho por Santo Ambrósio (pintura de Gozzoli, século XV)


sábado, 4 de junho de 2016

Por fim o meu Imaculado Coração triunfará (palavras de N. Senhora de Fátima).


Um coração igual ao Teu (Padre Fábio de Melo)

Quando alguém me ofender
Quando alguém me machucar com gesto ou palavra
Vou olhar na direção do Teu amor e dizer:
Ó meu Senhor, eu quero ter um coração igual ao Teu!
Que não alimente mágoas nem rancores, que não leve o fardo da ingratidão
Dá-me um novo coração!

Quando a dor da traição, quando a cruz da solidão pesar sobre os ombros
Vou andar na direção do Teu altar e pedir:
Ó meu Senhor, eu quero ter um coração igual ao Teu!
Que não alimente mágoas nem rancores
Que não leve o fardo da ingratidão
Dá-me um novo coração!

Quando alguém me injustiçar
Quando me caluniar com o peso do ódio
Vou buscar a luz que nasce do Teu peito e dizer:
Ó meu Senhor, eu quero ter um coração igual ao Teu!
Que não alimente mágoas nem rancores
Que não leve o fardo da ingratidão.
Dá-me um novo coração!

Ó meu Senhor, eu quero ter um coração igual ao Teu!
Que não alimente mágoas nem rancores
Que não leve o fardo da ingratidão
Dá-me um novo coração!



quinta-feira, 2 de junho de 2016

São Gregório Magno: A Igreja e a aurora

Dos Livros “Moralia” sobre Jó, de São Gregório Magno, papa, século VI.
(Lib. 29,2-4:PL76,478-480)            

A Igreja adianta-se qual o despontar da aurora

            A madrugada ou aurora é o tempo da passagem das trevas para a luz. Portanto, é muito justo dar estes nomes à Igreja de todos os eleitos. Pois, conduzida da noite da infidelidade à luz da fé, qual aurora depois das trevas, ela se abre para o dia com o esplendor da caridade celeste. O Cântico dos Cânticos bem o diz: Quem é esta que se adianta qual aurora nascente? Indo em busca dos prêmios da vida celeste, a Santa Igreja é chamada aurora porque abandonou as trevas dos pecados e começou a refulgir com a luz da justiça.
            Sobre esta qualidade de ser madrugada ou aurora, temos algo a pensar com mais sagacidade. A aurora e a madrugada anunciam ter passado a noite, no entanto, ainda não mostram toda a claridade do dia: repelem aquela, acolhem este, e, enquanto isto, as trevas e a luz se misturam. Que somos nós nesta vida, nós que seguimos a verdade, a não ser aurora ou madrugada? Já havendo realizado algo que pertence à luz, no entanto, ainda não nos libertamos inteiramente das trevas. Pelo Profeta foi dito a Deus: Diante de ti, nenhum vivente é justo. E em outro lugar: Em muitas coisas falhamos todos.
            Por isso, quando Paulo diz: Passou a noite; não acrescenta logo: Chegou o dia, mas: dia se aproximou. Ao dizer que, passada a noite, o dia não veio mas se aproximou, demonstra, sem qualquer dúvida, estar ainda na aurora, depois das trevas e antes do sol.
            A Santa Igreja dos eleitos será então plenamente dia quando já não houver nela sombra de pecado. Será então plenamente dia quando for clara pelo perfeito ardor da luz em seu íntimo. Bem se mostra estar a aurora como que de passagem, nas palavras: E mostrastes à aurora seu lugar. Aquele a quem se mostra seu lugar é chamado daqui para ali, é claro. Qual é então o lugar da aurora, a não ser a perfeita claridade da visão eterna? Quando, conduzida, lá chegar, nada mais lhe restará das passadas trevas da noite. A aurora apressa-se em alcançar seu lugar, no testemunho do Salmista: Minha alma tem sede do Deus vivo; quando irei e aparecerei diante da face de Deus? A este lugar já conhecido a aurora apressava-se a chegar, quando Paulo dizia ter o desejo de morrer e estar com Cristo. E de novo: Para mim, viver é Cristo e morrer, um lucro.



domingo, 15 de maio de 2016

Pentecostes, o coroamento da Páscoa.

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja.
Sermão 155


     O povo judeu celebrava a Páscoa, como sabeis, com a imolação de um cordeiro, que depois comia com pães ázimos. Esta imolação do cordeiro prefigurava a imolação de Jesus Cristo, e os pães ázimos, a vida nova purificada do velho fermento. [...] E, cinquenta dias depois da Páscoa, este mesmo povo festejava o momento em que Deus lhe dera, sobre o Monte Sinai, a Lei escrita com sua mão, com seu dedo. À figura da Páscoa sucede a Páscoa em plenitude (1Cor 5,7): Jesus Cristo foi imolado e fez-nos passar da morte à vida. A palavra Páscoa significa «passagem», e é isso que o evangelista exprime ao dizer: «Chegada a hora em que Jesus havia de passar deste mundo para o Pai...» (Jo 13,1) [...] 

     Cinquenta dias depois, o Espírito Santo, «o dedo de Deus» (Lc 11,20), desce sobre os discípulos. Mas vede que diferença de circunstâncias em relação ao Sinai. Lá, o povo mantinha-se ao longe, dominado pelo temor e não pelo amor. [...] Pelo contrário, quando o Espírito Santo desceu, os discípulos estavam todos reunidos num mesmo lugar, e o Espírito, longe de os atemorizar do alto da montanha, entra na casa onde eles estavam reunidos. 

     «Viram», diz a Escritura, «umas línguas, à maneira de fogo, que se iam dividindo». Tratar-se-ai de um fogo que semeava o temor? De maneira nenhuma! Essas línguas de fogo poisaram sobre cada um deles e eles começaram a falar diversas línguas, conforme o Espírito lhes inspirava que se exprimissem. Escutai as línguas que eles falam e compreendei que é o Espírito quem escreve, não sobre a pedra, mas nos corações (2Cor 3,3). Assim, pois, a lei do Espírito de vida, escrita no coração e não sobre a pedra, a lei do Espírito de vida, digo, está em Jesus em quem a Páscoa foi celebrada na plenitude da verdade.